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IPCA em Novembro: Inflação sustenta a queda gradual da taxa Selic

19/12/2023

IPCA em Novembro: Inflação sustenta a queda gradual da taxa Selic

O mês de novembro apresentou um aumento de 0,28% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), resultando em uma taxa acumulada de 4,68% nos últimos doze meses.

Este movimento, alinhado com a trajetória de desinflação, continua a respaldar a gradual redução da taxa Selic.

Entretanto, é crucial notar que a vigilância contra possíveis surpresas inflacionárias persiste, e investimentos destinados à proteção contra essas variações ainda se revelam como oportunidades promissoras.

Variações nos preços impulsionadas por eventos específicos

O resultado de novembro esteve em consonância com as projeções da maioria dos analistas de mercado.

Algumas discrepâncias em relação às expectativas foram observadas em produtos de higiene pessoal e alimentos, com os primeiros apresentando uma queda menos acentuada e os últimos elevando-se em proporção menor do que previsto.

Em termos gerais, a leitura desse dado pode ser interpretada como neutra, consolidando mais um passo no processo de desinflação em andamento.

Contudo, isso não indica uma redução mais intensa dos preços do que o previsto. Em outras palavras, a diminuição da inflação está em curso, mas a batalha ainda não foi vencida.

É importante ressaltar que a desinflação não deve ser confundida com um período deflacionário, no qual os preços efetivamente diminuem.

Nesse sentido, a tendência de queda na inflação nos últimos meses não significa ausência de elevação em determinados produtos e serviços específicos.

Pelo contrário, novembro foi marcado pelo impacto de eventos climáticos sobre os preços. O aumento de quase 30% no preço da cebola, devido a fortes chuvas em várias regiões do país, é um exemplo.

Além disso, o preço da energia elétrica subiu 1% devido ao acionamento de usinas termoelétricas para atender à alta demanda causada pelas ondas de calor.

Por outro lado, o mês também foi influenciado por promoções relacionadas à Black Friday.

Embora menos expressivas em comparação ao ano anterior em algumas categorias, como eletrodomésticos e produtos de higiene, a data ainda impactou alguns preços este ano.

A categoria “vestuário”, por exemplo, registrou uma deflação de 0,35%, com destaque para itens masculinos como cuecas e agasalhos.

Por fim, é relevante mencionar o comportamento dos preços no setor de serviços em novembro.

Após meses de alta mais moderada do que o esperado, a inflação de serviços mostrou certa piora, com serviços de aluguel de veículos registrando um aumento de 8,3% no mês.

No entanto, espera-se que essa alta não se fortaleça nos próximos meses, mantendo uma tendência relativamente controlada de preços no setor.

Inflação conforme expectativas reforçam a redução gradual da taxa Selic

Para os brasileiros, a moderação da inflação ao longo do ano contribuiu para uma sensação de melhora no poder de compra.

De fato, a queda na inflação resultou em um aumento estimado de 4,5% no rendimento médio real dos trabalhadores neste ano.

Com a inflação sob controle, o Banco Central poderia considerar acelerar a redução da taxa Selic, buscando o objetivo principal de controlar o ritmo de preços.

No entanto, os resultados de novembro indicam que a luta contra a inflação ainda não foi vencida, especialmente devido aos preços persistentemente elevados no setor de serviços em relação à meta do Banco Central.

No cenário internacional, o aumento recente das taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos apresenta um desafio significativo para a redução das taxas de juros no Brasil.

Isso se deve ao fato de que, com retornos mais altos em investimentos considerados menos arriscados globalmente, investidores podem exigir maiores retornos em países percebidos como mais arriscados, resultando em taxas de juros mais altas.

No contexto doméstico, o principal risco continua sendo a deterioração das contas públicas.

Se o governo continuar gastando além da arrecadação e indicar que continuará estimulando a economia, muitos podem interpretar isso como um sinal de que os preços permanecerão sob pressão no futuro, afetando efetivamente os níveis futuros de inflação.

Embora a inflação tenha perdido força, ela ainda está presente nas preocupações tanto internacionais quanto nacionais, e o Banco Central optou por manter o ritmo de reduções dataxa Selic, sinalizando uma continuidade dessas medidas por um período considerável diante do cenário incerto nos próximos meses.

A análise do IPCA de novembro reforça a tendência de desinflação, proporcionando um ambiente propício para a manutenção da queda gradual da taxa Selic.

No entanto, é fundamental reconhecer que desafios persistem, tanto no âmbito doméstico quanto internacional, e a vigilância contra possíveis surpresas inflacionárias continua sendo crucial para orientar as decisões de investimento.

O cenário incerto nos próximos meses demanda cautela, mesmo diante da trajetória positiva observada na contenção dos índices de inflação.

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